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Oi Bruno, aqui estamos outra vez.

Quanto tempo, não é mesmo? Você achava que estava tudo acabado uns meses atrás. Errou. Para sua infelicidade, eu garanto. Ela é incrível mesmo. Ela tem o dom violento de te amolecer.

Nós dois sabemos que quando esse namoro escolheu prosseguir, não era verdade. Nós dois sabemos que você tinha feito uma escolha. Você tinha decidido amá-la menos, cada vez menos, até o ponto amargo da indiferença.

Você estava quase conseguindo. Realmente és um calculista, você consegue manipular seus próprios sentimentos quando tem algum controle da situação. Mas para sua infelicidade, você perdeu o controle. Ela sabia muito bem o que estava fazendo. Quando tudo era óbvio e aparentemente inevitável, ela mudou. Ela te mostrou que havia de se ter esperança em uma nova chance. Ela te mostrou que você não é apenas um tolo. Quando você estava curado das chagas do amor, e só você sabe quanto tempo isso demorou, ela as abriu de forma avassaladora.

Foi um mês lindo, admita. Por alguns instantes parecia que a sua vida ia verdadeiramente decolar ao lado dela. O mês acabou. Acabou a ilusão. Ela cansou de brincar. E com a mais perfeita qualidade de parecer sempre justa, mutilou seu coração em mil pedaços. Ela não sente mais saudades de você. Ela só deseja ter a vida que você sempre manteve distante.

Tem razão, ela não é pra você. Você deseja o topo do mundo. Ela quer a sabotagem infantil. Você deseja o sucesso, ela ri do conceito de sucesso. Você deseja os seus abraços, ela só pensa nos momentos quentes que ficaram sempre na vontade.

Ela foi categórica. Como numa peça teatral em que o forte se revela fraco, e o fraco se descobre sólido. Trocaram-se os papéis. Ela, aparentemente instável e inocente de suas próprias vontades, desistiu de se enganar, e você pagou a conta. Você, aparentemente racional e poderoso, derreteu em lágrimas ao perceber que quem sustentava o nosso amor era ela, e ela já não estava mais lá.

É triste, Bruno. Tenho certeza que você teria orgulho do que eu me tornei nesses quase três anos. Mas também tenho certeza que você não acreditaria em tudo isso, e repare que quando falo em tudo. Tudo é nada. Não tem nada a ver com aprendizado ou status. Tem a ver com uma paixão que acabou.

Boa sorte no que virá, eu já não tenho tanto amor pelo que foi, nem entusiasmo pelo castelo.

Com pesar.

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